TRATAMENTO

A grande maioria dos miomas não causam problemas e não requerem tratamento.

Quando necessário, indica-se a mais adequada entre as diversas opções terapêuticas. A embolização arterial é a técnica mais recente e oferece algumas vantagens sobre as outras (veja aqui todos os detalhes sobre essa técnica).

Até recentemente, no entanto, as opções terapêuticas incluíam:

  • tratamento clínico:
    o uso de medicamentos tem resultado temporário ou ineficiente; cessado o efeito das drogas, os miomas voltam a crescer e os sintomas reaparecem em poucos meses.

  • tratamento cirúrgico conservador:
    em alguns casos, a miomectomia (retirada dos miomas) é muito traumática ao útero, principalmente quando se trata de miomas intramurais (camada intermediária). Nesses casos, o difícil acesso ao mioma predispõe ao sangramento intra-operatório mais abundante e tempo cirúrgico maior.

    Entretanto, os miomas de localização subserosa (camada externa) podem ser extirpados tanto por laparotomia (abertura do abdômen por cirurgia convencional) quanto por video-laparoscopia (cirurgia com câmera, sem abertura do abdômen).

    Os miomas submucosos (camada interna), têm na video-histeroscopia a solução ideal: conservadora e pouco traumática.

    Nos casos de miomas múltiplos, a recidiva, isto é, o surgimento de outros miomas, ocorre em cerca de 30% dos casos, sobretudo nas mulheres mais jovens.

  • tratamento cirúrgico radical:
    quando há indicação da retirada do útero (histerectomia), é imprescindível que a paciente procure pelo menos uma segunda opinião médica. Tal procedimento é mutilador e as conseqüências funcionais anatômicas, psíquicas, sexuais e sociais são freqüentemente mal avaliadas.

    A retirada do útero é a intervenção ginecológica mais realizada em todo o mundo; no entanto, em 1/3 das pacientes seria suficiente tratar apenas o mioma.

    Entre os vários efeitos negativos provocados pela histerectomia, além do índice de mortalidade médio de 3 por 1.000 mulheres, podemos citar: dor, febre, infecção pélvica e urinária, aderências, perda definitiva da possibilidade procriativa, prolongada internação e convalescença, restrição das atividades físicas e ocupacionais, comprometimento da libido, redução da vida média funcional dos ovários, além da "sensação de vazio e perda", baixa da auto-estima etc...

    Por isso, pelo papel emblemático que o útero exerce na feminilidade, mesmo as mulheres que não desejam mais procriar relutam ou lamentam quando diante da possibilidade de uma histerectomia. Essa decisão deve ser tomada somente após discussão franca de todas as alternativas, e de acordo com o desejo da paciente.



Utherus • Unidade de tratamento do mioma uterino
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